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08 JAN 2026
DENGUE
SAÚDE
Betim inicia ações de combate à dengue em 2026 com reforço no monitoramento, uso de tecnologia e vacinação
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A Prefeitura de Betim deu início às ações de 2026 para o enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O trabalho é permanente ao longo de todo o ano e envolve monitoramento contínuo, ações educativas, fiscalização, uso de tecnologia e vacinação. No entanto, a administração municipal reforça que o combate à dengue depende, principalmente, da colaboração de cada cidadão.


Primeira ação do ano será no Centro Administrativo

Nesta sexta, 9 de janeiro, equipes da Unidade de Vigilância de Zoonoses e Endemias vão realizar vistoria, eliminação de focos do mosquito e panfletagem educativa no prédio do Centro Administrativo de Betim. A atividade marca o início do calendário de ações intensificadas em 2026 e reforça o compromisso do município com a prevenção da doença.

 As ações de janeiro incluem:

· Vistorias rotineiras com eliminação de focos e educação em saúde;

· Intensificação das ações em bairros com quarteirões positivos no LIRAa;

· Monitoramento e vistorias em ovitrampas com altos índices;

· Aplicação de inseticida em Pontos Estratégicos (PEs);

· Intensificação da fiscalização em imóveis-problema;

· Ações específicas em imóveis positivos para o mosquito.


Monitoramento contínuo em todo o município

O Centro de Controle de Zoonoses e Endemias (CCZE) monitora cerca de 200 mil imóveis em Betim, divididos em 21 estratos, com média de 8 a 12 mil imóveis cada. De duas a quatro vezes por ano, é realizado o Levantamento de Índices Rápido de Aedes aegypti (LIRAa) simultaneamente em todas as regionais.

 A cada levantamento, aproximadamente 8 mil imóveis são visitados em um período curto, de cinco a dez dias. A partir da análise, é calculado o Índice de Infestação Predial (IIP), que indica o número de imóveis positivos para o mosquito a cada mil pesquisados. O risco de epidemias de dengue, zika ou chikungunya varia conforme esse índice.

 
Focos dentro das residências reforçam papel do cidadão

Os resultados do LIRAa mostram que 99,8% dos focos do mosquito foram encontrados dentro dos imóveis, sejam em áreas internas ou externas das residências. Esse dado reforça que a principal forma de combate à dengue começa dentro de casa.

Entre os tipos de criadouros identificados 52,8% estavam em objetos móveis, como vasos, frascos, pratos com água, materiais de construção, bebedouros, entre outros e 23,6% estavam em depósitos de água ao nível do solo, como tonéis, tambores, barris, depósitos de barro, cisternas e captação de água em poços ou cacimbas.

 “Esses números mostram que todos somos responsáveis pela eliminação do mosquito. Cuidar do próprio quintal, eliminar água parada e manter recipientes bem vedados são atitudes simples que salvam vidas”, reforça a a diretora de Vigilância em Saúde, Camila Nunes.


Ovitrampas e fiscalização permanente

Além do LIRAa, o CCZE realiza o monitoramento quinzenal da infestação do Aedes aegypti por meio de 594 armadilhas onde as fêmeas do mosquito botam ovos (as ovitrampas). Essas armadilhas estão distribuídas em grande parte do território de Betim. Nelas são identificadas a presença de ovos do mosquito e assim permitem ações rápidas e direcionadas.

 Os Agentes de Controle de Endemias (ACE) realizam vistorias rotineiras nos imóveis, com foco na eliminação de possíveis criadouros do mosquito e na orientação da população sobre medidas de prevenção, reforçando a educação em saúde como ferramenta essencial no combate à dengue, zika e chikungunya.

 A Prefeitura de Betim orienta que a população receba bem os agentes, que desempenham um papel fundamental na proteção da saúde coletiva. É importante, no entanto, verificar se o profissional está devidamente uniformizado e portando crachá de identificação com foto, garantindo segurança e confiança durante a visita domiciliar.


Tecnologia a serviço do combate à dengue

A Diretoria de Vigilância em Saúde também conta com o uso de drone no combate à dengue. O equipamento auxilia no monitoramento aéreo de residências e áreas de difícil acesso, permitindo identificar possíveis focos do mosquito que não seriam visíveis a partir do solo. As imagens captadas contribuem para direcionar as equipes de campo, agilizando a eliminação dos criadouros e tornando o trabalho mais eficiente.


Denúncias e participação da população

A Prefeitura reforça a importância da participação da população no enfrentamento à dengue. Denúncias de locais com possíveis focos do mosquito podem ser feitas pelo telefone 3594-5424 ou pelo WhatsApp (31) 99928-2277.


Vacinação contra a dengue: proteção que salva vidas

Além das ações de campo, a Prefeitura de Betim reforça a importância da vacinação contra a dengue. Segundo dados da Vigilância Epidemiológica, a procura ainda é baixa.

De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, a vacina é destinada a crianças de 10 a 14 anos, público estimado em cerca de 28 mil pessoas em Betim. O imunizante protege contra os quatro sorotipos da dengue e é aplicado em duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacina contra a dengue está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município, de 8h às 17h. No momento da vacinação, a criança deve estar acompanhada de um responsável, com documento de identificação, cartão de vacinas e documento da criança;

“O combate à dengue é um dever coletivo. A Prefeitura mantém um trabalho permanente, com equipes nas ruas, uso de tecnologia, monitoramento contínuo e ações educativas, mas nada disso é suficiente sem a participação da população. Mais de 99% dos focos do mosquito estão dentro das residências, o que mostra que cada quintal, cada caixa d’água bem vedada e cada recipiente sem água parada fazem a diferença. Cuidar da própria casa é cuidar da cidade inteira. Quando cada cidadão faz a sua parte, protegemos nossas famílias, nossos vizinhos e fortalecemos a saúde pública de Betim”, destaca a secretária municipal de Saúde.