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JUL
20
20 JUL 2022
ASSISTÊNCIA SOCIAL
Revolução silenciosa: o que o Cras faz merece ser mostrado
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                                                                                                                                                         Revolução silenciosa
                                                                                                                                         O que o Cras faz merece ser mostrado


O trabalho dos Centros de Referência de Assistência Social, os Cras, que em Betim são coordenados pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), pode ser visto como porta de entrada para todos os que precisam de atenção e acolhimento. Eles auxiliam famílias a entrarem ou retornarem ao contexto da dignidade, com encaminhamentos e acesso a programas e benefícios socioassistenciais, e também as acompanham nesse processo. 

Por estarem localizados em áreas vulneráveis, os Cras atendem a todos os moradores das regiões georreferenciadas pela Semas e não só para concessão de benefícios, mas para todo tipo de orientações e/ou encaminhamentos. 

Programas e público-alvo

O público-alvo dos Cras é, em grande maioria, pessoas ou famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica; população caracterizada pela fragilidade, pobreza, ausência de renda ou baixa renda, com acesso precário aos serviços públicos; pessoas que estão com vínculos afetivos enfraquecidos, passando por conflitos familiares e/ou comunitários, como desemprego e insegurança alimentar; crianças, mulheres e idosos, pessoas com deficiências; pessoas inseridas no Cadastro Único; beneficiários do Programa Auxílio Brasil e do Benefício de Prestação Continuada (BPC); crianças retiradas do trabalho infantil, dentre outras. 

Para atender a todo esse público são ofertados dois serviços no âmbito da Proteção Social Básica, sendo o Programa de Atenção Integral à Família (Paif) e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). Esses serviços são conjuntos de atividades promovidas pelos Cras, que buscam promover a autonomia, fortalecer as relações familiares e contribuir para o desempenho coletivo e comunitário da população atendida enquanto ganho social e material dos cidadãos. Em outras palavras, são serviços de acompanhamento que direcionam as famílias para planos assistenciais.

Betim possui 16 unidades dos Cras distribuídas nas dez regiões da cidade. É por meio delas que as famílias têm acesso a serviços e políticas públicas sociais disponibilizadas pela Semas. As famílias atendidas pelos Cras somam, em Betim, mais de 55 mil. Elas buscam um pouco de tudo: atenção, visibilidade, orientações sobre benefícios socioassistenciais - emissão e segundas vias de documentos, vale social (transporte), vale refeição (restaurante popular), isenção de taxa de RG (documento de identidade), isenção de taxa funeral/sepultamento, fotos, carteira do idoso, gratuidade no transporte coletivo à pessoa com deficiência (passe livre), cartão cesta básica - e benefícios relacionados à Previdência Social, aposentadoria/BPC e/ou auxílio doença/reclusão, pensão por morte; apoio familiar na mediação das relações sociais e dificuldades de relacionamento parental;, Cadastro Único/Auxílio Brasil, serviço de convivência e fortalecimento de vínculos; e oficinas desenvolvidas com entidades parceiras e secretarias municipais. 

Nova realidade

A chegada do Cras numa região é um divisor de águas, pois as mudanças nos locais onde eles estão inseridos são facilmente verificadas, o que pode ser comprovado em breve conversa com os coordenadores desses centros ou com moradores. Atualmente, segundo os coordenadores, é bem maior o número de rodas de conversas com informações sobre direitos sociais. Também aumentou o número de pessoas registradas no Cadastro Único e de pessoas recebendo os benefícios disponibilizados.

A responsável pelo Cras Bandeirinhas, Delma Maria, por exemplo, tem sob sua cobertura a população de dez bairros. “Acredito que o número de crianças e adolescentes no trabalho infantil aqui na região diminuiu consideravelmente. Acolher as famílias no território em que elas residem faz toda a diferença, claro que muito positivamente”, comemora.

Já no Cras Citrolândia, onde são atendidos 29 bairros, Dilena Rodrigues, responsável pela unidade, diz que dentre as mudanças na região está a ampliação de todos os programas, projetos, serviços e benefícios ofertados pela Semas por meio do Cras. 

Na região do Icaivera, uma das mais carentes de Betim, a coordenadora Derli Henrique destaca a melhoria do nível da educação, do aumento do número de pessoas matriculadas em escolas e do índice de aprovação dos estudantes. Por outro lado, segundo ela, “com a pandemia de covid-19 houve aumento na vulnerabilidade social e consequente aumento de pessoas solicitando o auxílio do Cadastro Único”. 

O Cras Norte, que tem a coordenação de Andreia Avelar, atende a 31 bairros. “O Cras é uma referência, principalmente para os mais humildes. Nessa região percebemos o aumento do número de pessoas com trabalho e renda e um dos importantes fatores para esse crescimento são as ofertas de vagas de trabalho por meio da Seter, que também é vinculada à Semas.” Andreia também destaca o aumento do número de pessoas matriculadas nos diversos cursos gratuitos ofertados pela Prefeitura de Betim. 

A coordenadora do Cras Petrovale, Bianca Fabiane, diz que o acompanhamento das famílias pelos servidores da Semas melhorou. Eles identificam casos de direitos violados e viabilizam atividades nos  serviços de convivência e fortalecimento de vínculos para crianças que estão em situação de trabalho infantil e/ou nas ruas. 

Todo esse trabalho é acompanhado pelo analista de Políticas Sociais do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Semas, o psicólogo Guilherme Palma Barbosa. “Os trabalhos desenvolvidos nos Cras vão além da concessão de benefícios. Eles buscam promover a dignidade da pessoa por meio do acesso às políticas públicas e aos seus direitos básicos. Tudo isso no intuito de prevenir situações de risco social e garantir ao sujeito e seus familiares uma vida mais digna, com mais qualidade, com os vínculos sociais e comunitários cada vez mais fortalecidos e é isso o que vemos acontecer em Betim. É um trabalho cada vez mais intenso, coeso, que tem possibilitado uma realidade menos dura, menos sofrida, com o fortalecimento do vínculo entre os menos favorecidos e a gestão municipal”.
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