O projeto "Agentes da Memória", uma importante iniciativa de valorização, ressignificação e difusão da história de Betim, foi apresentado nessa quarta-feira (14) durante o 18º Encontro Nacional de História Oral. A palestra ocorreu no Campus Universitário Darcy Ribeiro, em Brasília, e destacou o trabalho de formação de cidadãos betinenses como multiplicadores de suas próprias histórias, com o objetivo central de fortalecer as identidades locais.
A apresentação da proposta no evento nacional representou uma oportunidade estratégica para dar visibilidade à cidade de Betim e demonstrar, na prática, a importância da memória na construção de políticas públicas de cultura e patrimônio. A palestra, que integrou o simpósio temático sobre memória de trabalhadores e instituições de acervos, foi conduzida pelo Superintendente de Patrimônio Cultural de Betim, André Bueno.
Resgate, pertencimento e história oral
Para atingir esses objetivos, o projeto conta com uma etapa de capacitação. Em sua formação, o conteúdo programático abordará conceitos de história, memória, identidade e pertencimento, além do contexto histórico de Betim, com atenção tanto à história oficial quanto às narrativas e memórias construídas pelas próprias comunidades.
Os participantes também terão contato com os conceitos de patrimônio cultural material e imaterial e conhecerão os principais bens culturais do município. A formação contemplará, ainda, diretrizes de educação patrimonial, mediação, história oral e metodologias de reconhecimento do território.
Outro eixo será dedicado à prática da atuação dos Agentes da Memória, com a apresentação de métodos para identificação, escuta e registro das referências culturais locais. A proposta é preparar os participantes para reconhecerem as referências culturais presentes no cotidiano de suas comunidades e contribuírem para que essas histórias sejam preservadas e compartilhadas.
“O projeto Agentes da Memória é uma importante iniciativa de valorização, ressignificação e difusão da história de Betim, formando betinenses como multiplicadores de suas próprias histórias e fortalecendo as identidades locais. O trabalho de escuta e registro foca em contextos de investigação essenciais para a cidade: o processo de industrialização, a memória da Igreja Velha, a Colônia Santa Isabel e a cultura e religiosidade afro-brasileira. Utilizando também a abordagem da história oral testemunhal, buscamos analisar vivências e contribuir para o reconhecimento de injustiças e o debate sobre reparação social”, destaca o superintendente André Bueno.









