Feridas que não cicatrizam, especialmente após contato com animais ou materiais como terra e madeira, podem ser sinal de alerta. Em Betim, a Secretaria Municipal de Saúde chama a atenção para a esporotricose, uma micose causada por fungos do gênero Sporothrix , presentes no ambiente e em animais infectados, com destaque para os gatos, principais transmissores da doença. Como a doença tem tratamento é importante cuidar dos animais infectados e não abandoná-los.
A transmissão em humanos ocorre, principalmente, por arranhões ou mordidas de animais doentes, além do contato com espinhos, farpas de madeira, solo contaminado ou feridas abertas expostas a materiais infectados. Também pode ocorrer pelo contato com mucosas ou superfícies contaminadas.
Os principais sinais em humanos são nódulos e/ou úlceras que não cicatrizam, com ou sem secreção, podendo surgir de forma isolada ou em cadeia. A suspeita deve ser considerada em pessoas que tiveram contato, nos últimos seis meses, com animais doentes ou com materiais orgânicos como terra, plantas e madeira úmida. Em Betim, toda a rede pública de saúde está preparada para atender os casos suspeitos, incluindo as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Hospital Público Regional de Betim.
Nos animais, os sintomas incluem nódulos com ou sem feridas abertas, principalmente na face, focinho, patas e cauda, além de dificuldade de cicatrização, espirros, secreção nasal e problemas respiratórios. Em caso de suspeita, o tutor deve procurar a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), que realiza diagnóstico gratuito na unidade ou em domicílio, além de orientar sobre os cuidados necessários. O contato pode ser feito pelo telefone 3594-2390 (apenas ligações) ou pelo WhatsApp 98429-9279 (apenas mensagens).
Prevenção e cuidados
A orientação é manter os animais, especialmente gatos, restritos ao ambiente doméstico. A castração é recomendada para evitar saídas à rua e brigas, reduzindo o risco de infecção. Ao manusear animais doentes ou suspeitos, é fundamental utilizar luvas e máscaras. O uso de proteção também é indicado no contato com plantas, solo e lixo. Em caso de morte de animais infectados, o descarte inadequado deve ser evitado. A UVZ deve ser acionada para o recolhimento adequado, prevenindo a contaminação do ambiente.
Tratamento
Em humanos, o tratamento é eficaz quando iniciado precocemente, reforçando a importância do diagnóstico rápido. O tratamento em animais deve ser realizado com acompanhamento veterinário e, geralmente, envolve medicação oral por período prolongado, que pode ultrapassar 120 dias, além de cuidados complementares para cicatrização.
Dados do município apontam que, em 2025, foram registrados 164 casos da doença em humanos. Em 2026, até o momento, há 39 casos confirmados. Entre os animais, foram 433 casos em 2025 e 311 registros em 2026 até agora confirmados pela UVZ.









