Betim será palco, neste domingo (29), às 10h30, da cerimônia de assinatura de um Termo de Execução Descentralizada (TED) entre o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e o Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), com o objetivo de promover ações previstas no projeto do Museu Vivo da Colônia Santa Isabel, em Citrolândia. A solenidade será realizada no Centro de Memória da Hanseníase Luiz Verganin, localizado na própria Colônia, com articulação da Prefeitura de Betim, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.
O acordo prevê o repasse de R$ 240 mil do governo federal para o desenvolvimento do projeto, que tem como objetivo preservar e valorizar a memória das pessoas que viveram na Colônia Santa Isabel, marcada historicamente pela internação compulsória de pacientes com hanseníase. A Prefeitura de Betim será responsável pela coordenação local das ações, além de contribuir com equipe técnica, estrutura e apoio às pesquisas, atuando em parceria com o IFMG na execução do projeto.
A assinatura do TED integra a fase de estruturação do projeto Museu Vivo, especialmente nas etapas de formalização de convênios com os governos estadual e federal e de elaboração de projetos em parceria com universidades, empresas e o terceiro setor. Essas iniciativas têm como objetivo viabilizar novas ações que serão executadas nas fases seguintes de implantação do museu, ampliando o alcance e a consolidação do projeto no território.
Com a assinatura do TED, a proposta prevê a realização de pesquisas, registros de memória por meio de entrevistas, produção de conteúdos educativos e audiovisuais, contribuindo para a valorização do patrimônio cultural e o fortalecimento das ações de preservação da memória na região.
“Este projeto possui grande relevância para o resgate da memória sensível da Colônia Santa Isabel e de muitos betinenses que vivenciaram aquele período. O IFMG – Campus Betim orgulha-se de participar dessa iniciativa por meio de seu Núcleo de História Oral. A descentralização de recursos oriundos do Ministério dos Direitos Humanos foi fundamental para viabilizar a execução das ações. O Instituto será responsável pelo registro histórico, por meio de entrevistas, além da produção de material audiovisual e de um livro dedicado à memória da Colônia Santa Isabel”, destaca o diretor-geral do IFMG, Reginaldo Vagner Ferreira
A iniciativa busca resgatar a chamada “memória sensível” dos moradores que vivenciaram o período de isolamento compulsório, além de promover reflexão sobre esse capítulo da história brasileira, contribuindo para o enfrentamento de estigmas e a valorização dos direitos humanos. O projeto também pretende garantir que as futuras gerações tenham acesso a essas narrativas, reforçando a importância da preservação histórica.
“O Museu Vivo da Colônia Santa Isabel é uma iniciativa fundamental para preservar uma parte importante da história de Betim e do Brasil. Estamos falando de pessoas que viveram um período de grande sofrimento, marcado pelo isolamento e pela ruptura de vínculos familiares. Nosso papel, enquanto poder público, é garantir que essa memória seja preservada com respeito e responsabilidade, para que as futuras gerações conheçam essa realidade e para que erros do passado não se repitam. A Prefeitura de Betim tem orgulho de ter articulado essa parceria e de contribuir diretamente para a construção desse projeto”, destaca o secretário municipal de Cultura, Thiago Flores.
Projeto Museu Vivo
O projeto Museu Vivo da Colônia Santa Isabel propõe a transformação do território em um espaço de memória a céu aberto, voltado à preservação e valorização do patrimônio histórico, cultural e social da região. A iniciativa reúne ações de pesquisa, educação patrimonial, valorização de espaços históricos, desenvolvimento de projetos estruturantes e articulação de parcerias institucionais.
O projeto também prevê a captação de recursos e a implementação de intervenções ao longo das etapas de implantação, com o objetivo de consolidar a Colônia Santa Isabel como referência em memória, educação e direitos humanos, ampliando o acesso às narrativas históricas da comunidade.