Com a elevação das temperaturas, os tutores de cães e gatos devem redobrar os cuidados durante os passeios e a permanência dos animais em ambientes externos. Além do risco de desidratação e de problemas relacionados ao calor excessivo, o contato com superfícies muito aquecidas pode provocar queimaduras nas patas dos pets.
A principal orientação da Secretaria Adjunta de Proteção Animal (Sepa) é evitar passeios nos horários mais quentes do dia. O ideal é optar pelo início da manhã ou pelo fim da tarde, priorizando trajetos com sombra.
Antes de sair, o tutor deve verificar a temperatura do piso. Uma forma simples é encostar a palma da mão no chão por cerca de cinco segundos. Se estiver quente demais para manter a mão confortavelmente, a superfície também está quente demais para as patas do animal.
Asfalto, concreto e calçadas expostas diretamente ao sol exigem atenção especial. Areia, grama sintética e outras superfícies também podem atingir temperaturas elevadas.
Fique atento aos sinais
As almofadinhas das patas, conhecidas como coxins, podem sofrer queimaduras. Entre os sinais de alerta estão: mancar, levantar uma das patas, resistir a continuar caminhando e lamber as patas repetidamente. Também podem aparecer vermelhidão, bolhas, sangramento ou desprendimento da camada superficial do coxim.
Caso o tutor identifique uma possível queimadura, o animal deve ser retirado imediatamente do piso quente e impedido de continuar caminhando sobre a área afetada. A recomendação é resfriar a pata com água corrente fresca por 10 a 20 minutos, sem utilizar gelo, e procurar atendimento veterinário.
Não devem ser aplicadas pomadas, cremes, álcool ou água oxigenada sem orientação profissional. Também não é recomendado estourar bolhas ou administrar medicamentos por conta própria.
Além da proteção das patas
É importante manter água limpa e fresca disponível, oferecer ambientes ventilados e protegidos do sol e reduzir as atividades físicas nos períodos de maior calor. Cães e gatos nunca devem ser deixados sozinhos dentro de veículos estacionados.
No caso dos gatos, distribuir mais de um recipiente com água pela casa pode estimular a ingestão de líquidos. Animais idosos, acima do peso, com doenças cardíacas ou respiratórias e os de focinho achatado precisam de atenção redobrada.
Respiração muito ofegante, dificuldade para respirar, fraqueza, desorientação ou desmaio são sinais de alerta e exigem atendimento veterinário imediato.









