Obra vai transformar o espaço com novo paisagismo, iluminação, áreas de convivência e um monumento dedicado à preservação da memória de famílias separadas pela política de isolamento compulsório em decorrência da hanseníase
A Prefeitura de Betim iniciou, nesta semana, a reforma da praça localizada na entrada principal da região do Citrolândia, às margens da BR 381, que ganhará novos espaços de convivência, paisagismo, iluminação e um memorial dedicado à preservação da memória dos filhos separados de suas famílias em razão da política de isolamento compulsório de pessoas acometidas pela hanseníase. A previsão é que a obra seja concluída e entregue à população em outubro.
A intervenção prevê a implantação de pisos em blocos intertravados de concreto, em tons cinza e vermelho, organizando os caminhos e as áreas de circulação. O espaço também receberá um platô e taludes gramados com grama-amendoim, além de uma área paisagística formada por mais de 300 mudas de agapanto.
Para ampliar o conforto e a permanência dos frequentadores, o projeto inclui bancos em concreto com acabamento em cimento queimado, lixeiras duplas e novos pontos de iluminação, com postes de 3,5 metros de altura. Também serão instalados balizadores em aço corten, que ajudarão a delimitar e qualificar visualmente os espaços da praça. A proposta preserva elementos já existentes no local, como pontos de iluminação e equipamentos de vigilância, integrando-os à nova configuração urbanística.
As obras são realizadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e a Empresa de Construções, Obras, Serviços, Projetos, Transportes e Trânsito (Ecos).
Memorial preservará a memória dos Filhos Separados
Um dos principais elementos da reforma será a instalação do Monumento dos Filhos Separados, dedicado à memória das crianças afastadas de seus pais e familiares durante a política de isolamento compulsório das pessoas acometidas pela hanseníase.
A estrutura contará com um grande pórtico em aço corten, semelhante a uma moldura, que abrigará e enquadrará visualmente as esculturas em homenagem aos filhos separados, tornando-se um dos marcos da nova praça.
O monumento busca preservar essa história, marcada pela ruptura de laços familiares e pela violação de direitos humanos, além de promover a reflexão sobre dignidade, memória e a não repetição de políticas de exclusão e segregação.









