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01 ABR 2026
SAÚDE
SUS amplia estratégia contra o HPV e passa a recomendar vacinação para mulheres tratadas por lesões causadas pelo vírus
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Nova diretriz inclui grupo prioritário e reforça prevenção do câncer do colo do útero
O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a recomendar a vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) como estratégia de prevenção para mulheres que foram tratadas por lesões no colo do útero, classificadas Neoplasia Intraepitelial Cervical de alto grau (NIC 2+) ou adenocarcinoma in situ (AIS).  A medida amplia o acesso ao imunizante e fortalece as ações de controle do câncer do colo do útero no país.
 
Com a nova orientação, mulheres diagnosticadas e que realizaram procedimentos no colo do útero devido a lesões por HPV passam a integrar o grupo prioritário para vacinação. A imunização é indicada independentemente da idade e deve ser realizada, preferencialmente, no mesmo ano do procedimento, podendo ocorrer no período perioperatório ou em até 12 meses após o tratamento.
 
O esquema vacinal recomendado é composto por três doses, com intervalo de dois meses entre a primeira e a segunda aplicação e de seis meses entre a primeira e a terceira. Além de ampliar a proteção contra o vírus, a estratégia contribui para reduzir o risco de recorrência das lesões, diminuir a necessidade de novos procedimentos e evitar complicações futuras, fortalecendo o cuidado integral à saúde da mulher. Em Betim, as vacinas estarão disponíveis nas 41 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A orientação é que as pacientes elegíveis procurem a unidade de referência com a prescrição médica e o registro do diagnóstico correspondente ao CID (NIC 2, NIC 3 ou AIS).
 
A decisão foi definida após discussão técnica envolvendo áreas do Ministério da Saúde, o Instituto Nacional de Câncer (INCA), instituições científicas, sociedades médicas, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), além do Conselho Nacional de Secretários de Saúde e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.
 
As lesões NIC 2 e NIC 3 são alterações celulares no colo do útero provocadas pela infecção persistente pelo HPV, com maior potencial de progressão para o câncer se não tratadas. Já o adenocarcinoma in situ (AIS) é uma lesão pré-cancerígena também associada ao vírus. Essas condições acometem, principalmente, mulheres em idade reprodutiva e são, na maioria dos casos, tratadas por meio de procedimentos cirúrgicos.
 
A infecção pelo HPV é considerada um problema de saúde pública devido à sua elevada prevalência e à associação com diversos tipos de câncer, como os de colo do útero, pênis, vulva, vagina, canal anal e orofaringe, além de verrugas anogenitais. Estimativas globais apontam cerca de 570 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano e aproximadamente 311 mil mortes relacionadas ao vírus.
 
No Brasil, segundo o INCA, o câncer do colo do útero é o terceiro tumor mais incidente entre mulheres e a quarta causa de morte por câncer na população feminina, com cerca de 17 mil novos casos e aproximadamente 7 mil óbitos anuais. Entre os tipos de HPV, os genótipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 71% dos casos da doença. Com a ampliação da estratégia vacinal, o SUS avança na integração entre prevenção primária e secundária, consolidando a vacinação contra o HPV como uma das principais ferramentas para reduzir a incidência e a mortalidade por câncer do colo do útero no Brasil.
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