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Prefeitura de Betim . Outros Orgãos . Funarbe . Memória e Patrimônio Cultural . Bens Tombados
Memória e Patrimônio Cultural | Informe Histórico de Betim | Bens Tombados | Bens Registrados | Projetos e Publicações | Leis do Patrimônio Municipal | Atuação do Conselho do Patrimônio |
Bens tombados

O tombamento municipal é regido pela Lei nº 2.944, de 24 de setembro de 1996. Essa lei é reconhece um bem material como patrimônio oficial da cidade.

O tombamento não retira a propriedade do imóvel e, portanto, permite acordos comerciais e eventuais modificações, previamente autorizadas pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Betim. Além disso, a partir do tombamento, a Funarbe oferece auxílio técnico à gestão do bem.

Casa da Cultura Josephina Bento

 

A edificação que abriga a Casa da Cultura é considerada a mais antiga da cidade de Betim. Sua construção se deu no século XVIII, o que significa que a mesma foi edificada pelos primeiros moradores da cidade. A casa foi edificada basicamente em madeira e terra e traz as marcas das construções da época dos bandeirantes.

 

Inicialmente, a edificação foi usada como pousada de tropeiros que vinham de Goiás e São Paulo em direção a Sabará e outros centros de mineração. Ao longo da história, a edificação recebeu outros usos, sempre comerciais, algumas vezes combinados com o uso residencial. Em 1984, o imóvel foi desapropriado pela Prefeitura, já tendo em vista a instalação de um centro cultural em seus domínios. Em maio de 1987, restaurada, foi inaugurada como Casa da Cultura Josephina Bento, em homenagem a uma das mais reconhecidas educadoras da cidade, Josephina Bento da Costa.

 

A edificação foi tombada como patrimônio cultural de Betim em 1998 e é hoje um dos principais centros culturais de Betim, abrigando exposições, lançamentos de livros, apresentações artísticas, palestras e outras atividades de formação, shows, etc. Além disso, nela está exposto um significativo acervo referente à memória e à cultura betinenses.

Av. Padre Ozório Braga, 18, Centro ¿ Betim ¿ MG.

Museu Paulo Gontijo

 

O prédio do Museu Paulo Gontijo, tombado em 1998, como Colégio Comercial Betinense, ocupa um lugar importante na história da cidade e na memória de sua gente. Foi nesse prédio que funcionou o primeiro Grupo Escolar de Capela Nova do Betim, hoje Escola Estadual Conselheiro Afonso Pena.

 

A criação do Grupo Escolar, pelo Decreto estadual 2.724, de 11 de janeiro de 1910, seria um dos marcos no desenvolvimento da cidade nessa primeira parte do século, junto com a construção da ferrovia, em 1910, e da usina hidrelétrica, em 1914. A tradicional escola funcionou neste prédio até 1960, que então passou a abrigar a Autarquia Raul Saraiva Ribeiro, primeiro ginásio municipal de Betim e, a partir de 1968, o Colégio Comercial Betinense.

 

O Colégio Comercial desempenhou um papel importante na formação profissional local, por ele passando nomes importantes na cidade. Destaca-se na história desta instituição o Professor Vicente de Almeida Barbosa, um dos mais reconhecidos educadores da trajetória recente de Betim.

 

Em 2002, a edificação passou por expressiva restauração, para abrigar o Museu da cidade, inaugurado em 2003 e denominado Paulo Araújo Moreira Gontijo. Atualmente, o Museu é a mais importante casa de memória da cidade, além de também estar se fortalecendo como centro cultural.

 

Avenida Governador Valadares, 115, Centro - Betim - MG


Estação Ferroviária Capela Nova

        

A Estação Ferroviária de Betim foi inaugurada em 01 de julho de 1911, quando o município ainda se chamava Capela Nova de Betim, donde o nome Estação de Capela Nova. Fazia parte da Estrada de Ferro Oeste de Minas, no ramo que ligava Belo Horizonte à atual Divinópolis. Em 1957, com a criação da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), foi incorporada a esta.

 

A construção desse trecho da ferrovia, que acompanhou os vales do Riacho das Areias e do Rio Betim, deslocou o eixo de crescimento do Arraial da Capela Nova de Betim, que estava voltado para o sul, em Bandeirinha, para o norte, aos fundos da Antiga Matriz.

 

As ferrovias foram, a partir dos anos 1920, substituídas pelas rodovias como principais vias de transporte no Brasil. Em Betim, o reflexo desse processo é sentido acentuadamente a partir de fins da década de 50, com a implantação e modernização de uma rede de rodovias federais ligadas à industrialização que buscava substituir as importações. Por Betim irão passar a BR 381, que liga Belo Horizonte a São Paulo, e a BR 262, que liga Belo Horizonte ao Triângulo Mineiro.

 

Em 1996, a RFFSA foi privatizada, passando a Estação de Capela Nova a pertencer à Ferrovia Centro Atlântica (FCA). A partir de então, passam pela Estação apenas cargueiros.

 

O estilo arquitetônico da estação atesta influência inglesa, semelhante a outras estações construídas à mesma época, inclusive aquelas de regiões próximas a Betim. Os trens e as edificações a eles associadas têm na Inglaterra o seu berço, daí essa influência.

 

A Estação de Capela Nova é um dos bens tombados mais bem preservados de Betim. Seu centenário em 2011 coincide com a intensificação das políticas de valorização do patrimônio ferroviário no Brasil e com a implementação do Projeto de Revitalização do Centro de Betim, proposto pelo Instituto de Pesquisa e Política Urbana de Betim (IPPUB), o que pode torná-la mais visível e acessível aos cidadãos betinenses.

 

Rua Belo Horizonte, s/nº, Centro  Betim  MG.       


Capela de Nossa Senhora do Rosário

 

As principais manifestações culturais dos remanescentes africanos em Betim têm como lugar-síntese de suas atividades a Capela dedicada a Nossa Senhora do Rosário, com seu amplo pátio, no qual se realizam as festas da Irmandade. Embora sua inauguração só tenha ocorrido em 1897, é um templo com forte referência à arquitetura colonial e sua construção foi precedida por uma história de luta de quase um século. É um dos poucos exemplares da arquitetura do século XIX em Betim.

Ainda não foram encontrados registros sobre a história da Capela na primeira metade do século XX. Sabemos que, a partir da década de 1950, o templo vem sendo frequentemente usado pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, reativada pelo ancestral congadeiro Joaquim Nicolau.

Sabe-se que, no momento da criação da Paróquia de São Francisco de Assis, nos anos 70, a Capela do Rosário ficou como sua igreja central, até a construção da Matriz. Segundo os relatos de atuais membros da Irmandade, nesse momento a capela esteve ameaçada de demolição, devido a suas dimensões estarem insuficientes para abrigar a comunidade paroquial. Mas os afrodescendentes lutaram mais uma vez pela preservação de seu lugar sagrado.

Desapropriada pela Prefeitura, a capela passou por uma restauração, concluída em 1988, e recebeu em seu pátio o marco comemorativo do cinqüentenário da emancipação de Betim. Em 1996, passou por novo processo de restauração, no qual foram dados como coloração original o branco e o ocre. Nesse momento é que aconteceu o tombamento da Capela como patrimônio cultural municipal. A partir de 2003, a capela foi novamente pintada de azul e branco, cores utilizadas durante boa parte do século XX.

Endereço: Praça de Nossa Senhora do Rosário, s/nº, Angola.


Usina Doutor Gravatá

 

A Usina Dr. Gravatá, como era popularmente conhecida, foi inaugurada em 1914. Sua construção foi realizada pelo Estado de Minas Gerais e pela empresa Schnoor Engenharia, de propriedade do francês Emílio Schnoor. 

O nome popular da Usina se deve a Antônio Gonçalves Gravatá, engenheiro-chefe da empresa Schnoor e apontado como o idealizador da construção da Usina. Baiano de Salvador, viveu em Capela Nova por aproximadamente dez anos, onde chegou com a finalidade de construir a Estação Ferroviária de Capela Nova. A partir desta empreitada, a empresa decide explorar o manancial hidráulico do distrito capelanovense, construindo uma hidrelétrica no Rio Betim.  

O rio Betim então possuía uma queda d¿água de oitenta e quatro metros. A Usina foi instalada na Fazenda Cachoeira, pertencente a José da Silva Lima (o Zé do Pio) e comprada por 100 contos de réis. Era formada por uma barragem, próxima à antiga ponte de arcos, um sistema de comportas e canais que conduziam a água até um tanque com capacidade estimada em 72 m³ 

A energia produzida chegou a abastecer Divinópolis e Contagem que utilizou a energia no período de construção e operação de sua cidade industrial, na década de 1940.  

A desativação da Usina ocorre a partir de 1956, quando é instalada em Betim uma distribuidora de energia da então criada CEMIG. A partir do tombamento da antiga estrutura, o Município discute sua restauração e destinação a um novo uso, no âmbito da revitalização do Rio Betim.

Endereço: Fazenda Cachoeira, às margens do Rio Betim.  


Monumento de Inauguração da Rodovia Fernão Dias

 

A Rodovia Fernão Dias tem grande importância para a economia nacional, pelo fato de ligar Belo Horizonte a São Paulo e também estados e regiões de boa parte do país.

 

O compromisso do então presidente do Brasil no momento da construção da rodovia, Juscelino Kubitschek, era o desenvolvimento nacional, consubstanciado no slogan ¿cinqüenta anos em cinco¿. A industrialização do país era considerada o fator principal de desenvolvimento, porém o país não apresentava condições de infra-estrutura básica para tanto. Juscelino cria então o ¿Plano de Metas¿, que era composto por trinta e um objetivos para energia, transportes, educação, alimentação, indústria de base e a construção de Brasília. Partindo desta política é que surge a idealização e construção de uma rodovia que liga a malha rodoviária da parte central da região sudeste a outras do país: a Rodovia Fernão Dias.

 

A primeira etapa da construção da rodovia foi concluída em 1959, abrangendo 485 quilômetros, de Belo Horizonte à cidade de Extrema, no sul de Minas. Para a inauguração deste trecho, foi erigido um monumento que simbolizava a parte mineira da obra, e uma edificação destinada a servir de posto de fiscalização para a Polícia Rodoviária Federal (que em Betim ficou popularmente conhecida como ¿Barreira¿). O evento de inauguração contou com a presença de Juscelino.

 

O conjunto arquitetônico formado pelo Monumento de Inauguração da Rodovia Fernão Dias e pelo antigo Posto da Polícia Rodoviária Federal foi tombado pelo Município em 2004, e pouco tempo depois a chamada ¿Barreira¿ foi demolida pelo órgão federal responsável, durante o processo de duplicação da Rodovia Fernão Dias.

 

Endereço: Confluência da Rodovia Fernão Dias com a Av. Bandeirantes


Capela de São Sebastião do Bairro Amazonas

 

A Capela de São Sebastião do Bairro Amazonas é considerada o marco inicial da urbanização nessa região. Foi construída nos anos 1940, no interior da Fazenda Batatal, por iniciativa da própria população. Sua arquitetura é considerada vernacular (popular), com traços de inspiração barroca e eclética / neogótica. Muitas capelas populares do interior de Minas Gerais apresentam essas características e umas inspiram a construção das outras.

 

Joaquim Soares Diniz, o Joaquim Reginaldo, é a liderança mais citada pelas fontes orais como responsável pela construção e a teria feito em pagamento de promessa pela volta de seu filho da 2ª Guerra Mundial. Durante o processo de construção, a Fazenda foi desmembrada em glebas menores e o terreno onde fica a Capela coube ao próprio Joaquim Reginaldo, que efetuou sua doação à Igreja.

 

A Capela foi inaugurada sem missa, porque sua pedra fundamental não havia sido lançada conforme os preceitos da Igreja, sendo usada para fins comunitários. Somente em 1956 é que o templo passou a funcionar regularmente, com missas periódicas e importantes festas do calendário católico.

 

O processo de tombamento da Capela de São Sebastião é considerado um marco nas políticas de proteção ao patrimônio cultural em Minas Gerais. Esse templo foi um dos primeiros bens arquitetônicos populares de Minas a serem reconhecidos pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais ¿ IEPHA/MG como patrimônio cultural.

 

Nas últimas décadas, a Capela vem sediando as reuniões dos grupos religiosos organizados na comunidade, como o apostolado da oração, missas especiais e casamentos. 

Devido ao fato de que vão chegando à região novos moradores e também em razão do esquecimento da história da Capela pelas jovens gerações, o templo sofre algumas ações de agressão, a exemplo de inscrições nas paredes. Preocupada com isso, a comunidade guardiã da Capela está investindo recursos próprios para dotá-la de melhores condições de segurança. A Lei Municipal de Incentivo à Cultura aprovou em 2010 um projeto para revitalização do templo. 

Endereço: Rua Treze de Maio, s/n, Bairro Novo Amazonas.


Portal da Antiga Colônia Santa Izabel

 

Construído na década de 1920, este arco, como o designa a comunidade de Santa Izabel, foi a primeira forma de acesso à então colônia onde eram internadas pessoas atingidas pela hanseníase nas primeiras décadas do século XX. Naquele período, a região onde se implantou a colônia era bastante isolada das regiões urbanizadas e se chegava por meio da Estrada de Ferro Oeste de Minas, cuja estação mais próxima ficava no atual município de Mário Campos, a quatro quilômetros de Santa Izabel.

 

A partir da implantação da colônia, as pessoas destinadas ao confinamento chegavam a Mário Campos em vagão separado e identificado com a inscrição ¿doenças contagiosas¿, daí seguindo a pé, de carona ou em veículos alugados até Santa Izabel. O Portal era o primeiro contato dessas pessoas com o lugar.

 

Em formato de pórtico e com elementos decorativos que remetem ao estilo neoclássico, isto é, a leituras modernas da arquitetura greco-romana, o Portal traz a inscrição Hic manebimus optime (Aqui ficaremos bem), também oriunda da tradição clássica.

 

Em meados do século XX, o Portal foi perdendo sua importância como principal via de acesso a Santa Izabel, devido à abertura da Rodovia Fernão Dias. Em 1998, o Portal foi tombado como patrimônio cultural municipal e restaurado. Atualmente, encontra-se isolado do conjunto arquitetônico de Santa Izabel, e no seu entorno ocorre adensamento urbano, além de intenso tráfego rodoviário. A Funarbe e a comunidade de Santa Izabel discutem um projeto de restauração que proteja seu entorno imediato e o integre ao conjunto original.

 

Endereço: MG 155 (Estrada de Mário Campos), Km 5.

 

 

 

Conjunto Urbano de Santa Izabel 

 

O atual bairro Santa Izabel, na Regional Citrolândia, foi construído para funcionar como hospital-colônia onde seriam internadas compulsoriamente pessoas atingidas pela hanseníase, como parte da política de saúde brasileira nas primeiras décadas do século XX. Naquele momento, as políticas de erradicação de doenças que atingiam grandes segmentos da população eram associadas à idéia de desenvolvimento nacional e, para a hanseníase, era considerada adequada a segregação de suas vítimas: sabia-se que o contágio por hanseníase se dava pelo contato com pessoas atingidas pela enfermidade, porém não se conhecia exatamente o processo de transmissão. Além disso, como a hanseníase era uma doença milenarmente geradora de discriminação, a política sanitária brasileira deu uma nova roupagem ao processo de segregação existente desde os tempos bíblicos: passou a construir instituições de isolamento, na época chamadas de ¿leprosários¿, e a elas agregou o pensamento filantrópico ou humanitário. Assim, nas colônias estavam associadas a idéia de privação da liberdade de ir-e-vir e as idéias de proteção e assistência.

 

Santa Izabel foi projetada para ser uma das maiores instituições de isolamento do Brasil e também um local para a realização de estudos científicos sobre a hanseníase: uma mini-cidade, onde tudo o que seus habitantes precisassem estivesse à mão. O autor do projeto de Santa Izabel foi o urbanista Lincoln Continentino, nome consagrado no cenário mineiro de então. No projeto, ele associou o pensamento de vanguarda, naquele período, sobre o urbanismo e as políticas de saúde.

 

A pedra fundamental da colônia foi lançada em 1922 e sua inauguração aconteceu em 1931. Ela era constituída de extensos pavilhões para a internação das pessoas segundo a idade e o sexo. No seu entorno, havia equipamentos de uso coletivo, de lazer e destinados à vigilância intensa, além de residências onde parte dos internos recuperava algo de sua privacidade.

 

A política de isolamento das pessoas atingidas pela hanseníase permaneceu referendada pela legislação brasileira até 1962. Em Santa Izabel, porém, a flexibilização do isolamento não se deu imediatamente após a ruptura legal, e muitos dos antigos internos preferiram ficar na região, por já terem aí constituído vínculos como propriedade, amizades e pertencimento, além de temerem o preconceito ainda ativo na sociedade envolvente. No entorno de Santa Izabel, se desenvolveram vários bairros associados à presença das pessoas atingidas pela hanseníase na antiga colônia. Neles, se instalaram familiares saudosos ou vítimas de preconceito nas cidades de origem.

 

Santa Izabel foi tombada como patrimônio cultural de Betim, na categoria conjunto urbano, o que valoriza sua concepção urbanística, em 1999.

 

Endereço: Regional Citrolândia.

 

 

Antiga Caixa D'Água de Betim

 

O abastecimento de água em Betim passa por vários momentos, cada um deles inerente à sua época e ¿tecnologia¿ disponível. A água em Betim, no início do século XVIII, era extraída através de minas ou olhos d¿água, igarapés e riachos. Todavia, a povoação não possuía uma mina em sua porção central, o Largo da Matriz, atual Praça Milton Campos. Uma das minas mais tradicionais da cidade, e também a que a abastecia naquele momento era a ¿Bica da Cacimba¿.

 

Outros núcleos urbanos, desenvolvidos a partir da segunda metade do século XVIII, como os bairros Angola e Decamão, utilizavam o Rio Betim, pela proximidade e também pela presença de minas d¿água. A água era levada em recipientes para as casas, pelos escravos e pelos livres pobres, que entre outras tarefas, realizavam as de caráter doméstico.

 

A partir da segunda metade do século XIX, começam a surgir nos quintais das casas as cisternas: poços escavados verticalmente no solo, até atingir um lençol d¿água. Assim, a caminhada até a mina não era mais tão comum. Todavia, as minas ainda seriam usadas por um considerável período, pois muitas famílias não detinham recursos para a construção de uma cisterna.

 

Na década de 1940, o abastecimento domiciliar d¿água passa a ser feito pela prefeitura. A localidade acabara de conquistar sua elevação ao status de município (1938) e o Brasil vivia um movimento acelerado de urbanização: ruas planejadas e largas, energia elétrica, industrialização e água encanada estão na pauta do poder público. A Prefeitura de Betim então investe no abastecimento domiciliar d¿água, baseado num sistema de poços artesianos, que tinha sua água encanada até os lares. O fato desta prestação de serviço público ser taxada exclui ainda muitas famílias sem recursos e estas, por sua vez, permanecem usufruindo do modo ¿tradicional¿, as minas. Este sistema de abastecimento perdura na cidade por duas décadas, as de 1940 e 1950.

 

Na década de 1960, a prefeitura promove uma ¿modernização¿ do sistema: em 1962, é inaugurado um sistema baseado em reservatórios e caixas-depósitos d¿água, com encanamento destas para as casas. A captação d¿água era feita através de bombas (elétricas ou a combustível) que extraiam a água dos poços artesianos e riachos para os reservatórios e caixas-depósitos. A primeira e a principal caixa-depósito (ou ¿caixa d¿água¿) da cidade está situada próxima ao local de origem da cidade, hoje Praça Milton Campos.

 

A caixa d¿água da Praça Milton Campos foi tombada como patrimônio cultural do Município em 2004.

 

Endereço: Av. Governador Valadares, esquina com Rua Antônio Rafael, Praça Milton Campos, Centro.

 

 

Acervo da Antiga Matriz e do Padre Osório Braga

 

 

O Acervo de Bens Móveis atribuídos a Padre Osório de Oliveira Braga é constituído por 32 peças, sendo elas alfaias litúrgicas e objetos pessoais do Padre.

 

Padre Osório nasceu em 1878. Em sua adolescência, estudou no Colégio do Caraça; em 1895 entrou para o Seminário de Mariana para seguir sua vocação religiosa; no ano de 1901, Padre Osório retornou para Capela Nova de Betim, e assumiu a Paróquia Nossa Senhora do Carmo da cidade em 1920.

 

A partir de então, Osório tornou-se grande liderança sócio-religiosa no cenário municipal: era presidente do diretório político da cidade, exercia cargo de Inspetor Escolar e chegou a ser vereador, tornando-se conhecido nas localidades adjacentes por seu autoritarismo e astúcia política. Relatos orais atribuem a ele a emancipação política de Betim em 1938, o que comprova, não a veracidade deste fato, mas o reconhecimento local de sua participação nos processos de poder locais. 

 

A trajetória do Padre esteve intrinsecamente ligada à do templo em que celebrava, a antiga Matriz de Nossa Senhora do Carmo, demolida em 1969. Com o intuito de conservar a memória de ambos, foi tombada uma coleção de bens pessoais do sacerdote e outros ligados ao seu ofício na Matriz. Nessa coleção, encontram-se luxuosos paramentos litúrgicos típicos da Igreja Católica antes do Concilio presidido por João XXIII, que propôs reforma e renovação dos ritos litúrgicos. Padre Osório esteve entre os que resistiram a essa reforma, pois continuou a usar os paramentos romanos e celebrar as missas em latim, de costas para a assembléia.

 

Preservar os pertences do Padre e as alfaias é preservar a memória da Antiga Matriz, um local de identidade para uma parte da população local. O conjunto foi tombado em 1998 como patrimônio cultural de Betim

 

Endereço: Casa da Cultura Josephina Bento. Rua Padre Osório Braga, 18, Centro.

 

 

Núcleo histórico do Assentamento Dois de Julho do MST

 

A Fazenda Ponte Nova foi uma importante referência espacial e unidade produtiva desde o século XVIII em Betim. A ponte sobre o Rio Paraopeba, que ligava o território de Capela Nova do Betim a Mateus Lema ficava em seu interior e nela acampavam viajantes ligados à mineração e ao abastecimento nas Minas Gerais.

 

No século XIX, com o arrefecimento da produção de metais preciosos, a Fazenda continuou dedicando-se à agropecuária e tornou-se importante referência para a comunidade local, da região hoje conhecida como Vianópolis. Na Fazenda foram implantados diversos equipamento de uso comunitário, como estradas, inclusive a de ferro, capela, cemitério, escola paradas de trem e estabelecimentos comerciais.

 

Ao longo do século XX, a Fazenda entrou em acentuada decadência econômica até ser declarada improdutiva pelo Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária (INCRA), em 1990, após o que foi ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terras (MST). O assentamento instalado na Fazenda denominou-se Dois de Julho, em alusão à data da ocupação da fazenda, e um grupo de mais de sessenta famílias vem, desde então, vivendo o processo de conquista da posse definitiva da terra.

 

A sede da antiga Fazenda Ponte Nova e seu entorno, incluindo o acampamento do MST, foram tombados como Núcleo Histórico do Assentamento Dois de Julho em janeiro de 2011, pois o conjunto representa mais de três séculos de história de Betim e das mudanças na propriedade da terra e na cultura dos trabalhadores rurais.

 

Endereço: Rodovia MG 050, km 7, Antiga Fazenda Ponte Nova



     
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Última Atualização: Terça-feira, 21 de Outubro de 2014 às 18:17:02


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