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Notícias . 20/01/2011
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Colônia Santa Izabel se prepara para o 18º Concerto Contra o Preconceito
 

Programação do evento, que será realizado durante oito dias neste ano,

contará com a presença do cantor Ney Matogrosso

 

A comunidade da Colônia Santa Izabel, localizada na região do Citrolândia, em Betim, terá uma semana especial entre os dias 23 e 30 de janeiro. Uma programação com atividades culturais, sociais, educativas, e ações voltadas para a área da saúde serão realizadas durante a 18ª edição do Concerto Contra o Preconceito. O evento, organizado pela Prefeitura e pelo Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan - Betim), tem o objetivo de esclarecer a população sobre a doença, que é transmissível, mas que tem cura e, se diagnosticada precocemente, não deixa sequelas. O cantor Ney Matogrosso irá participar do Concerto durante dois dias. A prefeita Maria do Carmo Lara também vai estar presente na programação.

 

Neste ano, a descentralização do atendimento nas unidades do sistema de Saúde da cidade é a principal temática do Concerto. "Desde 2010, estamos trabalhando para que todas as unidades básicas de saúde (UBSs) da cidade tenham condição de fazer o diagnóstico e tratamento da hanseníase, além das unidades da Colônia e do Citrolândia, que já são referência para a doença. Avançamos, mas ainda temos o desafio de levar as pessoas a se diagnosticarem na unidade mais próxima de casa", explica a assistente social e referência técnica em Hanseníase da Secretaria Municipal de Saúde de Betim, Guilhermina Frade Pereira de Souza.

 

Além dos aspectos epidemiológicos, o contexto social e o estigma que impede o diagnóstico precoce da doença também serão discutidos durante o II Seminário de Enfrentamento da Hanseníase em Betim: Descentralizar para Combater. Especialistas no assunto, como médicos, fisioterapeutas, assistentes sociais, um representante do Ministério da Saúde e professores universitários, inclusive de instituições internacionais, foram convidados a participar dos debates.

 

O concerto tem à frente a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Fundação Artístico-Cultural de Betim (Funarbe), com o apoio da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig).

 

A Organização Mundial de Saúde destina o último domingo do mês de janeiro como o Dia Mundial de Combate à Hanseníase, que neste ano será dia 30.

 

Programação do 18º Concerto Contra o Preconceito

 

23 de janeiro - (Domingo)

8h - Transmissão da Missa - TV Rede Minas

 

9h- Domingo no Parque Contra o Preconceito

Circuito SESC Saúde

11h - Banda Trows

12h - Banda Hyddra

13h - Banda Incorpury

Local: Parque de Exposições David Gonçalves Lara

 

26 de janeiro - (quarta-feira)

14h - Forró da Terceira Idade - Show com Ronicleiton & seus teclados

Local: Núcleo Geraldo Rabelo

 

27 de janeiro (quinta-feira)

19h - Apresentação da peça "Santa Colônia" - Grupo Akawã

20h - Show com Frei Chico & Paulinho de Carvalho 21h30 - Banda Degraws

Local: Praça do PTB (em frente ao CPC Frei Chico)

 

27 de janeiro

8h às 17h - 2º Seminário de Enfrentamento da Hanseníase em Betim: Descentralizar para Combater

15h30 - Lançamento do filme "Eu estava lá"

16h - Lançamento do Caderno da Memória IV - Patrimônio Cultural da Regional Citrolândia (FUNARBE)

Local: Cine Teatro Glória

 

28 de janeiro (sexta-feira)

8h - 2º Seminário de Enfrentamento da Hanseníase em Betim: Descentralizar para Combater

Local: Cine Teatro Gloria

14h - Mesa de debate: Cultura, Saúde e Movimento Social - Participação de Ney Matogrosso

Abertura: Grupo de Seresta Reencontro

Local: Auditório Centro Administrativo

 

Noite Gospel

19h - Banda Second Floor

19h30 - Jeferson & Banda

20h - Edson Ramos & Banda

20h30 - João Eduardo & Marquinho

21h - Gean Lucas

21h30 - Jonas Maciel
22h - Banda 'Os Levitas'

Local: Praça da Matriz

 

29 de janeiro - (sábado)

9h - Torneio de Xadrez Xeque-Mate no Preconceito

Local: Cine Teatro Glória

20h - Apresentação da Banda Nossa Senhora do Carmo

21h - Show com Ney Matogrosso

Local: Praça da Matriz

 

 

30 de janeiro (domingo)

8h - Missa do Dia Mundial de Combate ao Preconceito com participação de Dom Diogo

9h30 - Homenagens dos alunos do Sr. Paulo Luiz Domingues

10h - Show com grupo Filhos de Maria 

10h - Projetos Franciscanos Pela Eliminação da Hanseníase

Circuito SESC de Saúde

11h - Almoço (Tropeiro de Santa Izabel)

15h30 - Apresentação do projeto Rapaziafro

16h - Grupo Tambores da Paz - Guarda Mirim

16h30 - Grupo Inspirasamba

17h15 - Grupo Invasores do Samba

18h - Grupo Amantes do Samba

19h - Citrorap e Raças DMCS

20h - Palinha e Geraldo da Viola

20h30 - Natasha

21h - Tonny & Elton e banda

 

Local: Praça da Matriz

 

15h30 - Citrorap e Raças DMCS

16h - Inspirasamba

16h40 - Invasores do Samba

17h30 - Amantes do Samba

19h - Palinha

19h40 - Natasha

21h - Gravação do DVD de Tonny & Elton

 

 

Programação do II Seminário de Enfrentamento da Hanseníase em Betim: Descentralizar para Combater

                      

Dia 27

 A partir das 10h, "Descentralização do Sistema de Saúde e Construindo a Rede" é o tema que será tratado pela secretária municipal de Saúde, Conceição Rezende. A terapeuta ocupacional, Priscila Leiko Fuzikawa, irá abordar, às 10h40, o tema "Desafios da Descentralização do Atendimento em Hanseníase em Betim". Às 11hs, a professora da Universidade Federal de Uberlândia, (UFU), falará sobre a "Integralidade na Assistência". A partir das 13h30, a coordenadora estadual da Dermatologia Sanitária, da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Ana Regina Coelho Andrade, abordará os Aspectos Epidemiológicos da Hanseníase no Mundo, no Brasil e em Minas. O médico Marcelo Grossi Araújo, que é professor da Faculdade de Medicina da UFMG, tratará sobre o tema "Diagnóstico Clínico da Hanseníase e Tratamento". A última palestra do dia será proferida pelo fisioterapeuta Tiago Sávio Moreira Possas - FHEMIG - coordenador das Casas de Saúde de Minas Gerais com o Tema: "Avanços na Assistência e Projetos Futuros".

 

 

Dia 28

"Estigma e Preconceito em Hanseníase: repercussões para sujeito, família, sociedade e os serviços de saúde", é o tema que será abordado pela palestrante Alice Cruz, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, em Portugal. Ela irá participar da mesa no Seminário a partir das 8h, no Teatro Glória. Às 10hs, a assistente social do Hospital das Clínicas, Nídia Bambirra, dá prosseguimento ao debate com o tema "Estigma, Contexto Social, Direitos Coletivos e Individuais". Às 10h30, o médico e professor da Escola de Enfermagem da UFMG Francisco Carlos Félix Lana fala sobre o tema "Categoria Estigma e sua Repercussão nos Serviços de Saúde".

 

O cantor Ney Matogrosso, militante do combate à Hanseníase, teve sua vinda ao 18º Concerto Contra o Preconceito anunciada pela prefeita Maria do Carmo Lara desde a edição do ano passado. Ele irá participar, a partir das 14h, da mesa de debates com o tema "Cultura, Saúde e Movimentos Sociais", no auditório do Centro Administrativo. Também estarão presentes a historiadora Laurinda Rosa Maciel da Fiocruz/RJ e a mestre em Ciências Sociais e Política (Lisboa/Portugal), Alice Cruz. O secretário de Vigilância à Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa da Silva, estará presente durante o seminário neste dia. 

 

Ney Matogrosso também irá subir ao palco durante as atividades culturais do evento na Colônia Santa Izabel. Ele irá se apresentar no dia 29 de janeiro, a partir das 21h. O projeto social Tambores de Betim fará a abertura do show do cantor.

 

Santa Isabel: Uma história de acolhimento marcada pelo preconceito

 

Construída como alternativa para o controle da hanseníase que crescia rapidamente em todo o Brasil, a Colônia Santa Isabel recebia pacientes portadores da doença de Minas e de outras regiões do país e os isolava do resto da sociedade como uma maneira de evitar o contágio. O início da construção de Santa Isabel foi em 1922 e sua inauguração oficial só ocorreu em 1931. O local escolhido foi o terraço do rio Paraopeba, onde o principal acesso era a ferrovia que ligava Belo Horizonte a Brumadinho.

 

Por meio da ação de "médicos caçadores", os portadores da doença eram "capturados" e separados de suas famílias para serem internados, o que concretizava o caráter de isolamento de Santa Isabel, assim como de outras 33 colônias espalhadas pelo Brasil.

 

Diante da situação de isolamento e para que os pacientes não se sentissem ociosos, a Colônia adotou a criação de atividades sociais e, em seguida, incorporou também o trabalho.

 

Mais tarde, próximo à Colônia, surgiria o bairro Citrolândia, onde familiares dos pacientes iriam residir e, consequentemente, contribuir para o desenvolvimento do local. Porém, também sofreriam com o preconceito da sociedade em relação ao portador da doença.

 

Com o passar do tempo, o avanço da ciência e a mudança na política oficial em relação às colônias, muitos pacientes receberam alta e os portões de Santa Isabel foram abertos. Atualmente, a antiga Colônia transformou-se em um bairro que reúne desde clubes de futebol, até barzinhos e salões para dança.

 

 

SOBRE A HANSENÍASE

O que é?
É uma doença humana, transmissível e curável, causada por um micróbio (o bacilo de Hansen). Ataca os nervos periféricos, a pele e a mucosa nasal, podendo também afetar outros órgãos como o fígado, os testículos e os olhos.

A hanseníase tem cura?
Sim. A cura acontece utilizando medicamentos que provocam a morte dos bacilos. Porém, se o tratamento for tardio ou inadequado, a pessoa pode ficar com sequelas, mesmo já estando curada da infecção. Neste caso, as deformidades não transmitem mais a infecção.

Sinais e sintomas
Os primeiros sinais da doença são pequenas manchas dormentes de cor esbranquiçada ou avermelhada. Se não for mancha dormente, não é mancha de hanseníase. A dormência significa a perda da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato.

Como se pega hanseníase?
A hanseníase se pega somente de uma pessoa infectada, apresentando forma contagiante, e que não esteja fazendo tratamento (quando inicia o tratamento deixa de transmitir). A doença não pega em um aperto de mão, abraço ou no uso de utensílios como copos, talheres ou pratos, compartilhados pela família.

Onde é feito o tratamento?
Nas Unidades Básicas de Saúde. A consulta e todo o tratamento, incluindo os medicamentos, são gratuitos.

Há necessidade de separar o portador de seus familiares?
Não. A pessoa que está fazendo tratamento contra a hanseníase pode e deve ficar junto de sua família, no trabalho, na escola, sem sofrer separação ou rejeição.


     
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Última Atualização: Sexta-feira, 18 de Setembro de 2020 às 17:08:24


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