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Atualizado em: 17/04/2026 às 13h45
Linha do Cuidado Intelectual
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1. O que é a Linha de Cuidado Intelectual? Uma breve contextualização.

A Linha de Cuidado Intelectual é a estratégia técnico-assistencial do município de Betim para a organização do fluxo de atendimento a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou Deficiência Intelectual. Implementada para superar a fragmentação do modelo anterior, ela estabelece um percurso assistencial contínuo e integrado, unificando os serviços em uma fila única. Isso garante que a criança seja assistida por uma equipe multiprofissional (médicos, terapeutas, psicólogos e outros) de forma coordenada, baseada em protocolos clínicos e critérios de prioridade.

O modelo fundamenta-se na integralidade do cuidado e na intervenção precoce, aproveitando a janela de maior plasticidade cerebral (até os 6 anos) para promover o desenvolvimento e a autonomia. A Rede de Saúde de Betim atua de forma articulada entre a Unidade Básica de Saúde (porta de entrada), os Centros Especializados - SERDI (Serviço Epecializado de Reabilitação da Deficiência Intelectual/ CRR (Centro de Referência em Reabilitação Anderson Gomes de Freitas) - e outros serviços especializados parceiros, serviços da rede de atenção psicosocial - (CERSAMI) e a rede de atendimentos da Saúde Bucal.

2. Como conseguir o encaminhamento?

O processo sempre inicia na Unidade Básica de Saúde (UBS/Posto de Saúde) de referência do usuário.

Na UBS a criança é acolhida pela Equipe de Saúde da Famílias (ESF) composta por médico, enfermeiro e agentes comunitários de saúde, que realizam a escuta qualificada das demandas da criança e de sua família.
  1. A detecção: Se o usuário ou o profissional de saúde notar sinais de atraso no desenvolvimento, a criança deve passar por uma triagem, ou acolhimento, na Unidade Básica Saúde de sua referência.
  2. A triagem (Estratificação de Risco): O profissional de nível superior da UBS aplicará instrumentos de rastreio (M-CHAT ou ABC) conforme a idade da criança.

3. Entendendo os Testes e as Idades

O SUS Betim utiliza dois instrumentos para rastreio de casos suspeitos ou confirmados.

3.1 Para crianças de 1 ano e meio até 2 anos e meio (16 a 30 meses)
É usado o teste M-CHAT-R. Ele consiste em 20 perguntas simples sobre o comportamento da criança (como: "Ela olha quando você aponta algo?" ou "Ela brinca de faz de conta?"). A aplicação do instrumento resulta em um escore numérico, classificando o risco de sinais de autismo conforme descrito abaixo:
● Risco Baixo (0-2 pontos): Acompanhamento habitual no posto de saúde.
● Risco Médio (3-7 pontos): A família recebe orientações de estímulo por 3 meses. Se após o estímulo a criança mantiver pontuação igual ou maior a 3, ela é encaminhada para a reabilitação na atenção especializada.
● Risco Alto (8+ pontos): Encaminhamento para avaliação na atenção especializada.
Dica: Anote todas as dificuldades que persistiram durante esses 3 meses para relatar na volta.

3.2 Para crianças acima de 2 anos e meio
É usado o teste ABC. Este teste avalia 57 comportamentos diferentes em áreas como linguagem e interação social e, assim, como no M-CHAT-R, resulta em um escore. O ABC apresenta duas opções de direcionamento:
● Pontuação abaixo de 47: A criança é considerada "típica" e o posto de saúde avaliará outras necessidades que não sejam autismo, podendo ser encaminhada para outras demandas de reabilitação.
● Pontuação 47 ou mais: Indica necessidade de avaliação na atenção especializada.

Nos casos em que a triagem identifica as demandas para a atenção especializada, a UBS cadastra no Sistema. Na oportunidade de vaga disponibilizada pelos serviços de reabilitação, a Diretoria de Regulação (DIREG) realiza o agendamento.

Em todos os casos, a equipe multiprofissional da UBS pode realizar o acompanhamento da criança e dos pais nas atividades coletivas ou individualizadas na UBS, ou através de monitoramento e orientações necessárias, nos casos em que esta aguarda por agendamento de reabilitação especializada.

4. Como funciona a assistência das crianças que terão sua necessidade acompanhadas pela atenção primária nas Unidades Básicas de Saúde?

Nesse primeiro momento, são avaliados o desenvolvimento infantil, o contexto familiar e social, além de possíveis sinais de atraso no desenvolvimento ou deficiência intelectual. Quando identificada alguma necessidade, a equipe realiza a aplicação dos protocolos de estratificação vigentes na Linhas de Cuidado e define as condutas iniciais que podem incluir o compartilhamento do cuidado com a equipe E-multi (formada por fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, assistentes sociais, além de educadores físicos e nutricionistas), incluindo orientações à família, acompanhamento clínico e intervenções precoces no próprio território.

A equipe E-multi é responsável pela coordenação do cuidado, orientação familiar quanto ao estímulo ao desenvolvimento, rotina, comunicação e manejo comportamental;
● Promoção de intervenções precoces no domicílio e no território;
● Acompanhamento periódico do crescimento e desenvolvimento;
● Articulação com a escola para adequações e inclusão da criança;
● Apoio psicossocial à família, quando necessário.

Nos casos de média complexidade, em que há maior comprometimento na comunicação, interação social ou comportamento, a equipe amplia o cuidado de forma compartilhada. As ações incluem:
● Atuação interdisciplinar envolvendo profissionais como psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e, quando disponível, fisioterapeuta e assistente social;
● Intervenções voltadas ao desenvolvimento da comunicação funcional, habilidades sociais, autonomia e regulação comportamental;
● Apoio estruturado à família para manejo de comportamentos desafiadores;
● Acompanhamento mais frequente e monitoramento contínuo dos avanços e dificuldades.

A atenção primária também, durante o acompanhamento na atenção especializada, mantém-se como referência do cuidado, realizando o seguimento longitudinal da criança, apoiando a família e articulando ações no território, como acompanhamento escolar e suporte social.

Dessa forma, a Atenção Primária atua como coordenadora do cuidado e ordenadora da rede, assegurando o acesso, a continuidade e a integralidade da atenção à saúde da criança.

5. Como funciona a assistência das crianças encaminhadas para a reabilitação na atenção especializada?

Na atenção especializada, a criança é inicialmente encaminhada pela linha de cuidado intelectual para o acolhimento. Esse acolhimento é agendado pela Diretoria de Regulação, com base em critérios funcionais e na prioridade assistencial, garantindo equidade no acesso ao atendimento.

O acolhimento é realizado por uma equipe multiprofissional, podendo envolver fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, assistente social e/ou psicólogo, conforme a organização do serviço. Nesse momento, são ouvidas as demandas da criança e de sua família, realizada uma avaliação inicial e identificadas as principais necessidades de reabilitação.

A partir desse acolhimento, a demanda do usuário é qualificada pela equipe. Essa qualificação consiste na análise clínica e funcional do caso, considerando o nível de complexidade, as limitações apresentadas e os objetivos terapêuticos.

Com base nessa avaliação, a criança é direcionada para os atendimentos mais adequados às suas necessidades e inserida no fluxo interno do serviço. O plano de cuidado pode incluir acompanhamento em fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, atendimento médico especializado e/ou acompanhamento nutricional. O atendimento pode ser realizado de forma individualizada ou em grupo, com atuação interdisciplinar, conforme a complexidade do caso.

O tratamento é orientado pela construção do Projeto Terapêutico Singular (PTS), elaborado pela equipe multiprofissional em conjunto com a criança e sua família, considerando suas necessidades, potencialidades e objetivos de cuidado.

Quando os objetivos do Projeto Terapêutico Singular (PTS) são alcançados, a criança recebe alta da atenção especializada e seu cuidado é transferido para a Atenção Primária. Nesse momento, a equipe assume o cuidado, garantindo a continuidade da assistência, o monitoramento do desenvolvimento e a manutenção dos ganhos obtidos durante o processo de reabilitação.

Dessa forma, o processo garante que cada criança receba um cuidado individualizado, organizado e resolutivo, promovendo o desenvolvimento funcional, a participação social e a melhoria da qualidade de vida.

Resumo dos pontos de assistência, conforme o nível de prioridade

Para organizar a fila de espera, a Secretaria Municipal de Saúde segue esta ordem de prioridade:
PRIORIDADE QUEM SE ENQUADRA? ONDE OCORRE O ATENDIMENTO
Muito Alta Crianças pequenas (até 30 meses) com alto risco no teste ou crianças até 6 anos com suspeita forte. Atenção Especializada
Alta Crianças acima de 6 anos que nunca fizeram tratamento antes. Atenção Especializada
Média/Baixa Crianças mais velhas e adolescentes ou que já realizaram reabilitação anteriormente. Atenção Primária


6- Como funciona a assistência das crianças que terão suas necessidades acompanhadas pelo CERSAMI

A assistência às crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no âmbito dos Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi/CERSAMI) está fundamentada nas diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental e nas normativas do Ministério da Saúde, que orientam o cuidado em liberdade, territorializado e centrado na pessoa.

Os CERSAMI’s são serviços estratégicos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), voltados ao atendimento de crianças e adolescentes com sofrimento psíquico intenso, incluindo aqueles com TEA. O serviço funciona na lógica da “porta aberta”, isto é, não é necessário encaminhamento prévio para passar pelo acolhimento na unidade. Após o acolhimento é definido a oferta de cuidado, sendo que as crianças que permanecem em acompanhamento no CERSAMI são aquelas que necessitam de um cuidado intensivo ou semi-intensivo no momento do acolhimento. O acompanhamento no CERSAMI se manterá até a estabilização do quadro.

O cuidado ofertado é multiprofissional e a atuação é integrada. Ou seja, a assistência à criança com TEA no CERSAMI ocorre por meio de um Projeto Terapêutico Singular (PTS), construído de maneira individualizada, considerando as necessidades específicas da criança, seu contexto familiar e social. Esse projeto inclui intervenções clínicas, psicossociais e, quando necessário, uso de medicação, sempre com acompanhamento contínuo e avaliação periódica.

São comuns atividades terapêuticas individuais e em grupo, oficinas, atendimentos familiares e articulação com a escola e outros serviços da rede, como atenção primária, assistência social e educação. Após estabilização do quadro as crianças e adolescentes são redirecionadas para as Unidades Básicas de Saúde de seu território para continuidade do acompanhamento.

Outro ponto central das diretrizes do Ministério da Saúde é o envolvimento da família no processo de cuidado. O CERSAMI promove espaços de escuta, orientação e apoio aos familiares, reconhecendo seu papel fundamental no desenvolvimento e na inclusão da criança com TEA.

Por fim, destaca-se que o cuidado no CERSAMI se organiza de forma territorial, ou seja, busca integrar a criança em seu contexto comunitário, evitando institucionalizações desnecessárias e promovendo inclusão social. A articulação intersetorial com educação, assistência social e outros setores é essencial para garantir um cuidado integral.

7- Da assistência em Saúde Bucal na Linha de Cuidado Intelectual

A assistência em saúde bucal constitui componente essencial da Linha de Cuidado Intelectual no município de Betim, integrando o conjunto de ações multiprofissionais destinadas às crianças com suspeita ou diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Deficiência Intelectual, em consonância com o princípio da integralidade do cuidado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Considerando as especificidades clínicas, comportamentais e sensoriais desse público, a organização da atenção odontológica ocorre de forma articulada entre os diferentes pontos de atenção da Rede de Atenção à Saúde, observando critérios de complexidade e necessidade assistencial.

No âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS), a assistência em saúde bucal é responsável pelo acolhimento inicial, desenvolvimento de ações de promoção e prevenção, bem como pela realização de procedimentos clínicos básicos, sempre que possível, com utilização de abordagens adequadas ao manejo do comportamento. Compete ainda à APS a identificação precoce de necessidades odontológicas e o adequado encaminhamento para a atenção especializada, quando indicado.

O acesso à especialidade de Pacientes com Necessidades Especiais (PNE), tanto no Centro de Especialidades Odontológicas, como no HPRB, ocorre via Diretoria de Regulação, com base em critérios clínicos e na prioridade assistencial, garantindo equidade no acesso ao atendimento.

Na Atenção Especializada, por meio do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), é ofertado atendimento na especialidade de Pacientes com Necessidades Especiais (PNE), destinado aos usuários que apresentam limitações que dificultam ou impossibilitam o atendimento convencional na APS. Nesse nível de atenção são realizados procedimentos de maior complexidade, incluindo intervenções restauradoras, periodontais e cirúrgicas, além do acompanhamento longitudinal dos casos, com planejamento terapêutico individualizado, considerando as condições sistêmicas e comportamentais do paciente.

Nos casos em que o manejo ambulatorial não se mostra viável, especialmente diante de comprometimentos significativos que inviabilizam a colaboração do paciente, o atendimento odontológico é realizado em ambiente hospitalar, no Hospital Público Regional de Betim (HPRB), com suporte para sedação ou anestesia geral. Essa modalidade assistencial assegura a realização de procedimentos odontológicos de forma segura, resolutiva e em conformidade com protocolos técnicos e assistenciais vigentes.

A atuação da odontologia no contexto da Linha de Cuidado Intelectual tem como objetivos a prevenção de agravos em saúde bucal, a redução de riscos associados a condições infecciosas e inflamatórias, a promoção do conforto e da qualidade de vida, bem como a contribuição para o desenvolvimento global da criança. Ressalta-se, ainda, a articulação das ações de saúde bucal com as demais categorias profissionais envolvidas no cuidado dentro do Projeto Terapêutico Singular (PTS).

Dessa forma, a organização da assistência odontológica reafirma o compromisso com a integralidade, a equidade e a resolutividade do cuidado, garantindo acesso qualificado e adequado às necessidades específicas desse público no âmbito da rede SUS Betim.

Informações Adicionais sobre o TEA

Por que é tão importante começar o tratamento antes dos 6 anos? Nesta fase, o cérebro da criança está em um período de grande plasticidade, onde cerca de 90% das conexões cerebrais (sinapses) são formadas. Estímulos adequados nessa idade podem mudar significativamente a trajetória de desenvolvimento da criança.

O que devo observar em casa para suspeitar de autismo? O protocolo destaca alguns comportamentos que são avaliados nos testes:
● A criança não olha para onde você aponta.
● Não brinca de "faz de conta" (ex: fingir que dá comida para uma boneca).
● Não responde ou não olha quando é chamada pelo nome.
● Faz movimentos repetitivos com as mãos ou dedos perto dos olhos.
● Fica muito incomodada com barulhos comuns, como liquidificador.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. O que é a Linha de Cuidado Intelectual de Betim?
É uma estratégia de atendimento unificada para crianças com suspeita ou diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou Deficiência Intelectual. Criada para superar a fragmentação que existia até 2024, ela organiza o atendimento em uma fila única e multidisciplinar, garantindo que a criança seja vista como um todo por diversos profissionais (médicos, terapeutas, psicólogos, etc.) em um fluxo contínuo.

2. Qual a diferença do modelo atual para o que era feito antes de 2024?
Antigamente, não havia critérios claros de prioridade e as filas eram separadas por profissão (fonoaudiologia, fisioterapia, etc.). Agora, o atendimento é centralizado em um Projeto Terapêutico Singular (PTS), com critérios técnicos de prioridade e a inclusão de novos serviços especializados, como o CIMUC e o SERDI.

3. Como consigo o encaminhamento para o meu filho?
O ponto de partida é sempre a Unidade Básica de Saúde (UBS/Posto de Saúde) do seu bairro. A Equipe de Saúde da Família fará o acolhimento e a triagem inicial. Se houver sinais de atraso no desenvolvimento, o profissional aplicará testes específicos de rastreio.

4. Quais testes são aplicados e para quais idades?
O SUS Betim utiliza dois instrumentos principais:
M-CHAT-R (16 a 30 meses): Questionário de 20 perguntas sobre comportamento.
o Risco Baixo: Acompanhamento no posto.
o Risco Médio: Orientações de estímulo por 3 meses e reavaliação.
o Risco Alto: Encaminhamento direto para a atenção especializada.
ABC (Acima de 2 anos e meio): Avalia 57 comportamentos em áreas como interação social e linguagem. Pontuações de 47 ou mais indicam necessidade de avaliação especializada.
O teste positivo já é o diagnóstico final? Não. O M-CHAT e o ABC são ferramentas de triagem para identificar riscos. O diagnóstico final é feito pela equipe multiprofissional nos centros especializados.
Meu filho fez o teste M-CHAT e deu risco médio. Ele será encaminhado imediatamente? Não necessariamente. Para casos de Médio Risco (3 a 7 pontos), o protocolo orienta que a Unidade de Saúde realize orientações de estímulo por 3 meses. Se após esse período e pelo menos dois momentos de acompanhamento a pontuação continuar igual ou maior que 3, aí sim o encaminhamento para a Linha de Cuidado Intelectual na atenção especializada é realizado.

5. Quais são os níveis de prioridade para a fila de espera?
A prefeitura organiza o atendimento da seguinte forma:
● Muito Alta: Crianças até 30 meses com alto risco ou até 6 anos com suspeita forte (Atenção Especializada).
● Alta: Crianças acima de 6 anos que nunca realizaram tratamento (Atenção Especializada).
● Média/Baixa: Crianças mais velhas, adolescentes ou que já fizeram reabilitação (Atenção Primária/UBS).

6. Como funciona o atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS)?
A UBS coordena o cuidado no território. O acompanhamento é feito pela equipe E-multi (fisio, fono, TO, psicólogos, etc.), que orienta a família sobre estímulos em casa, articula com a escola e realiza intervenções precoces e grupos terapêuticos.

7. O que acontece quando a criança é encaminhada para a Atenção Especializada?
Ela passa por um acolhimento com equipe multiprofissional para definir o Projeto Terapêutico Singular (PTS). O tratamento pode ser individual ou em grupo. Ao alcançar os objetivos do plano, a criança recebe alta da especialidade e retorna para o acompanhamento longitudinal na sua UBS de referência.

8. Qual o papel do CERSAMI (Saúde Mental)?
O CERSAMI atende crianças e adolescentes com sofrimento psíquico intenso. Funciona como "porta aberta" (sem necessidade de encaminhamento). O foco é o cuidado intensivo até a estabilização do quadro, promovendo a inclusão social e o apoio familiar.

9. Como funciona o tratamento dentário para crianças com TEA?
A saúde buca faz parte da rede. Casos simples são resolvidos na UBS. Casos que exigem manejo especializado são encaminhados ao Centro de Especialidades Odontológicas (CEO). Se o paciente não conseguir colaborar com o atendimento ambulatorial, o serviço é realizado no Hospital Regional de Betim (HPRB) sob sedação ou anestesia geral.

Dicas Importantes para os Pais
10. Quais sinais devo observar em casa para suspeitar de autismo?
Fique atento se a criança:
● Não olha para onde você aponta ou não responde ao nome.
● Não brinca de "faz de conta" (ex: fingir que o carrinho está andando).
● Faz movimentos repetitivos com as mãos ou dedos perto dos olhos.
● Demonstra incômodo excessivo com barulhos comuns (liquidificador, aspirador).
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